sexta-feira, 1 de abril de 2011

Santiago, Chile - Mendoza, Argentina - Fevereiro/2011 (Post 2)

Santiago

Foi a terceira vez em Santiago (as outras duas estão registradas aqui), e continuo afirmando que a chegada na cidade sobrevoando as cordilheiras já é especial. O visual lá de cima é lindo! Pena que dessa vez estava bem nublado (o mal tempo, aliás, nos acompanhou nessa viagem. Ô azar), o que não rendeu fotos tão boas, mas ainda assim foi empolgante.

Chegamos e pegamos um taxi, por 25 dólares, até o hotel da vez, Ibis. Somos meio resistentes com o Ibis, que tem exatamente a mesma cara em todo lugar, pois achamos que faz parte do turismo um hotel com características locais, pra fazer parte do rol de lembranças daquele lugar. Mas, o Ibis de Santiago é do lado, quase dentro, da Estação Central, de onde partem os ônibus para Mendoza. Para facilitar a logística do dia seguinte, optamos por ele: novíssimo (inaugurado em outubro de 2010), confortável, wi-fi que não funcionou e nenhuma personalidade. Por pouco menos de 100 legais a diária, sem café da manhã (é óbvio que a gente optou por tomar café na rodoviária, ocasião em que você come pastel de manhã sem culpa :P).

Depois do check-in, por volta das 14h, paramos numa lanchonete na entrada da rodoviária para a primeira refeição chilena: empanadas fritas com cerveja chilena, Austral e Kunstmann, no maior estilo seja bem vindo a Santiago.





De lá, seguimos de metrô para Belavista em busca de um lugar pra sentar e comer/beber. Depois de caminhar até a Carniceria e Fiambreria Temuco para bater a foto clássica, que só o Gustavo Schumainous vai entender, sentamos num bar bacana no Pátio Belavista, o Le Fournil e, por ordem do calor, comemos uma salada. A minha acompanhada de outra cerva chilena, a Kross Golden Ale (gostosa, imponente, ruiva, mereceu meu respeito, e depois descobri que andou sendo premiada por aí) e o Vinicius de um pisco sour. Bem vindo ao Chile :)








Depois de uma cochilada daquelas de quem pegou avião em Brasília às 05h40, fomos pra nossa janta com show típico reservada no Bali Hai, indicado por uma amiga e confirmada a indicação por mim através de várias opiniões favoráveis em sites e blogs de turistas que, como eu, se dispõe a registrar as experiências e passar o "como faz" pras pessoas. Agências de viagens estão fadadas à morte.
Pois bem. Fomos de metrô até a estação Escuela Militar e de lá caminhamos uns 3 km até o restaurante. Foi quase o melhor da noite. Andamos por uma área residencial belíssima. Parecia o interior da Holanda. Casas bonitas, jardins fofos, ruas limpas.
Do lado de fora do restô, várias réplicas de moais te lembram que o lugar é típico do Chile. Na entrada, somos recebidos por uma bela moça de saia e fartos seios cobertos por uma espécie de top de côcos, flores no cabelo, que te fazem ter certeza que estás na Polinésia , e que coloca em você um colar de......sei lá...carnaval?


Até nossa mesa, observei a decoração da casa, com as paredes cheias de plantas fakes, estátuas, esculturas... pelas plantas me senti numa floresta, e me lembrou bastante a decoração do RainForest Cafe, em Orlando, que realmente deseja parecer uma floresta. Enfim. Nos 40 dólares estão incluído o show, um drink, uma entrada, prato principal e sobremesa. Tem várias opções interessantes no cardápio. Porém, na vida real, nada funciona. Parece tudo de mentira.

De drinks, escolhi uma caipiroska de morango (falei "sem açúcar", mas não dava porque já estava pronta) e o Vinicius um pisco sour de kiwi. Chegaram bonitinhos, o pisco do Vinicius num recipiente interessantíssimo, mas..... eca! A caipirosca doce de enjoar (é que com os morangos doces que aquele país produz, o açúcar só faz o doce passar do ponto mesmo) e o pisco de kiwi era quase como pasta de dente.




Em seqüencia lógica, pedimos a carta de vinhos. Caralho. Um Casillero del Diabo custava R$ 50,00! Nem em Brasília com imposto de importação custa isso!
Mas a noite pediu uma birita, porque pelo visual do lugar e dos artistas do show tava percebendo que não ia passar de show de calouros ou espetáculo barato dos Estados Unidos comprados pelo SBT, sabe? Estudamos o cardápio e optamos por um Emiliana Syrah Reserva Especial, que custava uns R$ 50,00. Gostoso e ficou ainda melhor quando fui pechinchar por ele em site brasileiro e ele está por R$ 102,96. Não gosto de ser trouxa. 
A comida foi mequetrefe total, com direito a salmão duro e sem gosto, sobremesa sem nenhum sabor. A única lembrança de comida razoável foi do ceviche de salmão que pedi de entrada. Ainda assim podia melhorar muito se, por exemplo, o salmão fosse fresco e não meio cozido/defumado ou velho (?).  


E o show...ahahahha....Começa com uma senhora cantora cantando Chuva de Prata em espanhol. Mesmo que a música seja originalmente espanhola, era breguíssimo! Depois um cantor com músicas italianas, com postura firme, braço direito erguido....muito show de calouros. O som da banda, algumas vezes, era tão agudo que parecia música programada de teclado. Depois entram os dançarinos. E é dança country, gaúcha, de casal. Eles até tiram uns casais pra dançar (nós fomos!) e tals. Outra horas alguns com máscaras de monstros que não sei qual o significado. Dai vem a parte da pouca roupa. A mulherada com barriga de fora e peito nos côcos requebrando pra lá e pra cá, os homens com vestimentas do tipo tarzan/índio fazendo uns tipos de guerreiros.


Saímos antes de o show terminar e pegamos um taxi de volta pro hotel.

No fundo, a gente se divertiu. Mas, com os 40 dólares por cabeça poderíamos ter ido num restaurante decente e sido mais felizes. Talvez o show seja legal pra quem nunca viu algo do tipo. Mas, se você já fez algum cruzeiro na vida, sabe aqueles shows que tem toda noite? É tipo aquilo. Ou algo do tipo show de mulatas no Rio de Janeiro pra turista gringo ver.

Próximo passo: De Santiago para Mendoza de ônibus (Post 3)

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