sexta-feira, 29 de junho de 2018

Tivoli Praia do Forte X Iberostar Praia do Forte (maio/2018 - bebê de 8 meses)

Pessoas,

depois do cancelamento de uma viagem de 10 dias pro México (Riviera Maia e redondezas, com alguns deslocamentos), motivado por uma viagem pequena com bebê doente, o que me deixou muito esgotada, e por que a questão da alimentação da Lia ainda é chatinha (e dar papinha industrializada dias seguidos está fora de cogitação), resolvemos passar uns dias na Praia  do Forte, dividindo a estadia em dois resorts: Iberostar Praia do Forte e Tivoli Ecoresort, escolhidos por serem bem conhecidos como dos melhores lugares para ir com bebês.

Essa história de mudar de hotel durante a viagem aconteceu por acaso em duas ocasiões anteriores e a gente gostou da sensação. Dá uma renovada na viagem e, se o segundo hotel for beeeem melhor que o primeiro, caso das duas ocasiões anteriores, a viagem finaliza em alto estilo, com a lembrança do hotel maravilhoso bem mais evidente.

Nessa viagem, os resorts são bem compatíveis, então não teve a euforia de sair de um lugar menos legal para outro melhor. Contudo, esse esquema de resort me cansa pela mesmice...fazer a mesma coisa todo dia, a comida feita pra multidão, que acaba tendo um sabor meio padronizado. Então achei que dar uma chacoalhada no meio da viagem seria interessante. Além disso, eu realmente não estava  conseguindo escolher para qual dos dois resorts ir, e estava curiosa com os dois. 

Chegamos no aeroporto de Salvador (depois de ter a grande sorte de conseguir emitir passagens de Brasília  Salvador por 3.900 milhas por trecho!) e fomos de Uber para o Tivoli, primeira estadia. Custou uns R$ 115,00 e foi fácil conseguir o transporte, apesar de lá também ter o movimento dos taxistas contra o Uber.

Tivoli Ecoresort Praia do Forte

Começamos pelo Tivoli. Lindo, lindo. Fica numa reserva ambiental e tem muito verde por todos os lados. É sofisticado, bonito e confortável, mas anda precisando de uma boa manutenção. É comum dar de cara com estofados bem mofados nas áreas molhadas. Demos sorte que o hotel estava vazio, então sobrava espreguiçadeiras. Achei os banheiros das áreas comuns muito mal cuidados. 

Fora isso, as piscinas são lindas, a paisagem é linda e o atendimento de toda equipe é muito gentil.

luzes na piscina a noite






Pegamos um quarto Superior Plus. Tinha uma varandinha com rede e uma vista espetacular de uma área verde com coqueiros. Muito agradável. Era bem espaçoso, cama confortável e destaco o berço fornecido para a Lia, de madeira, com proteção nas laterais e em tamanho suficiente para que ela dormisse e se virasse a vontade.





O banheiro também era imenso, com duas pias, amenidades (shampoo, condicionador, hidratante, sabonete, touca de banho, kit de costura, kit de beleza - eu dou valor a isso porque, de fato, uso e ainda trago o que sobra para uma viagem futura em hotel mequetrefe). Problema do banheiro: com tanto espaço, não tinha onde pendurar toalhas e roupas molhadas. 

Tem também roupão e serviço de abertura de camas (preparam a cama para dormir e deixam um agrado no quarto, tipo chocolatinhos). 

Sobre a questão da manutenção que falei acima, a porta do guarda-roupa do nosso quarto estava péssimo, emperrando, uma dificuldade para abrir e fechar. 

Ah, e na primeira noite, antes de dormir fui fechar a cortina e dei de cara com um aranha, que não era pequena. Matei a probrezinha e ia reclamar, mas acabei esquecendo. 

Falando em bicho, como o Tivoli fica numa reserva natural, é bem comum cruzar com animais. Têm micos - que quase sempre aparecem no café da manhã, iguanas (mais difíceis de serem avistadas, mas conseguimos achá-las na ultima hora, de dentro do uber, no gramadão ao lado da guarita da entrada, eram umas 4, inclusive uma bebê), sapos, tartarugas marinhas. 

Na praia em frente ao Tivoli, moram duas tartarugas gigantes! Uma delas chama-se Charlene. É demais ficar por ali observando-as nadando e colocando a cabeçona de fora.

A praia do Tivoli é uma enseada, então é tranquila, e as espreguiçadeiras do resort vão até a areia, o que é bem agradável. Além disso, o serviço de praia é ótimo, pois em cada estação de guarda-sol e espreguiçadeiras tem um botão pra chamar o garçom. Super funciona e em pouco tempo você está com sua bebidas nas mãos e pode se concentrar em achar as tartarugas gigantes.








Quanto à comida, o Tivoli é meia pensão, café da manhã e janta, esta com água, sucos e refrigerante. A comida é boa, sim, com muita variedade, mas eu sempre acho que poderia ter menos variedade e mais qualidade. E é comida padronizada de resort/hotel do nordeste, com pouca personalidade ou mal executada. Por exemplo, num almoço, pedimos, a la carte, um petisco de carne de sol com mandioca. Estava perfeito, a carne super bem feita, macia, deliciosa. No outro dia, tinha carne de sol com mandioca no buffet da janta. Pensa numa carne seca, feia, sem graça. Igual um suco de limão que pedi no jantar. Olha, um suco mequetrefe, aguado, doce demais. Um horror.

Todo o resto que você tem que pagar é carinho. A água custa R$ 6,50, a água de coco custa R$ 9, Heineken long neck por R$ 15, salada de atum (de lata, claro) por R$ 40,00, caipirinha perto dos R$ 30 e poucos. O preço dos vinhos é simplesmente ridículo. O mais barato custava uns R$ 120,00 e não valia R$ 50 (por uma rápida pesquisa no google). A taça de vinho custa a bagatela de R$ 40,00. Ou seja, é froids.

A comida servida no a la carte era sempre bem gostosa e bonita, além de, às vezes, farta.




Por outro lado, a estrutura para receber bebês é excelente. Já falei do bercinho no quarto, né? Além disso, tem banheira e carrinho de bebê. O carrinho não é top, mas é bem razoável e acho que compensa o fato de não ter que levar carrinho na viagem. 

A copa baby é demais! É equipada com cadeirões de alimentação, micro-ondas, geladeira, frutas, leite em pó (inclusive vários tipos de Nan), farináceos (aveia, neston, mucilon), biscoito e água mineral. Além disso, eles oferecem um serviço de preparo personalizado da alimentação das crianças até 3 anos. Tem uma cardápio com as opções, basta escolher o que para almoço e janta e deixar na copa pela manhã. Nos horários estabelecidos, a comidinha está la geladeira, com o nome da criança. Um luxo. Uma delícia. Farta. Não tinha miséria, não. Na primeira vez, fui escolhendo várias coisas para fazer um prato variado e veio tanta comida que sobrou até pros adultos :-)

Só uma coisa que achei ruim: no dia que chegamos, pegamos a comida da Lia direito no restaurante e o funcionário que entregou a papinha informou que a comida era feita sem tempero algum. Olha, não é verdade. Temperada a comida é, e só me restou torcer para que tenha sido usado temperos naturais.

A brinquedoteca é meio decadente. O espaço é bom, mas os brinquedos muito velhos e o pior, sujos demais!  Para as crianças maiores de 4 anos, tem uma espaço kids com monitores e e atividades recreativas. Pareceu bem legal.

Para adultos, tem um spa (que nem me atrevi a ver preços), uma academia que, apesar dos aparelhos serem meio feios, está inserida num espaço em meio à natureza que faz até brotar uma vontade de malhar, aulas de ginástica e tals (como disse, o hotel tava bem vazio nos dias que estávamos lá, então não se via muita animação nas áreas comuns) e uma sala de jogos bem triste (um pebolim, uma sinuca, numa sala esquisita). 

O lance lá é mesmo curtir as piscinas, a praia, a natureza. E dar uma pousada, porque, apesar dos defeitos, o local tem aquela aura sofisticada, com hóspedes chiques (apesar das exceções, tipo nós!) e gente bem produzida (ops, exceção de novo...rs).

A diária para dois adultos e um bebê custou R$ 1.400,00.

Iberostar Praia do Forte

De cara, digo que o custo benefício do Iberostar é melhor, porque lá o esquema é all inclusive, inclusive de bebida alcoólica, e a diária foi mais barata, R$ 1.200,00 para nós três.

A estrutura do resort é ótima, mas ele não é como o Tivoli, inserido na natureza. O Iberostar tem aquela cara de coisa construída, artificial. Ao contrário do Tivoli, em muitas áreas do resort, você nem lembra que está na praia, e nem no Brasil. Ele tem uma cara pasteurizada. Apesar disso, me pareceu mais bem conservado que o Tivoli. Sabe o que ele parece? Um navio. A sensação é de que estamos fazendo um cruzeiro. É isso.

O quarto, da categoria mais simples, era imenso, bastante confortável, com varanda, cafeteira, e frigobar quase sempre cheio (por uma noite, não recarregaram o nosso).

O banheiro também era imenso, com banheira em espaço diferente do banheiro, amenidades.

De ruim no quarto, o berço, que é daqueles modelos de grade de metal, parece mais uma maca hospitalar. E o pior, não tinha proteção nas laterais, e quando tentamos colocar uns travesseiros o espaço pra dormir ficou ridículo. Resultado: a Lia dormiu na cama conosco. Ainda bem que a cama é gigante.

A grande desvantagem do Iberostar Praia do Forte com relação ao Tivoli é a praia. A praia do Ibero não é calma e entre o resort e a areia tem uma área verde, então o resort fica meio separado da praia. Eu nem sei se o Ibero oferece serviço de praia, mas pelo que me lembro da estrutura, acho difícil.


As parte das piscinas do Ibero são excelentes, confortáveis, com alguns pontos mais sombreados, vistas lindas, espaços menos barulhentos. Uma delícia.


O Iberostar não empresta mais o carrinho de bebê, como antes. Agora eles alugam por R$ 30,00 a diária. Seria ok, se o carrinho fosse minimamente decente. O carrinho era muuuito tosco, com a roda travando. Só não devolvi porque ele acabou sendo útil quando a Lia dormia (apesar dos pesares, ele inclinava todo).

Sobre a comida e bebida, nada é muito bom e também nada é muito ruim, exatamente como no Tivoli. Esquema comida e bebida pra multidão. Poderiam ter menos variedade e mais qualidade. No bar que fica em frente à recepção, onde tem música ao vivo a noite, servem bebidas de melhor qualidade. O problema é que fica distante das piscinas, daí é difícil você sair láaaaa de baixo pra ir láaaaa pro outro lado para pegar um chopp Heineken ao invés de tomar seu Amstel ou Itaipava ali na beira da piscina bem acomodada, ou uma caipiroska com vodka decente. O resort oferece também um serviço de quarto disponível 24 horas, com algumas opções de comida, como pizza e hamburgueres. Um lugar que achei bacana é uma cafeteria que tem do lado das lojas, perto da recepção e desse bar de bebidas decentes. Tem o maior estilo Starbucks e funciona 24 horas. Excelente para a turma que se diverte de madrugada.

Além dos restaurantes do tipo buffet, o resort possui restaurantes temáticos (asiático, francês, baiano e de carnes) que precisam de reserva antecipada. Olha, tudo uma farsa (veja fotos abaixo). Comemos no asiático e no baiano. Comidinha ordinária, sem encanto. Não vale ter que se programar pra ir na hora da reserva.. Sinceramente, os jantares no buffezão foram tão bons quanto, ou até melhores.




A equipe de animação é bem atuante e animada, tem atividades para todas as idades o dia todo e todas as noites também. A academia de me deixou de boca aberta! Muito bonita, nova, num prédio separado, com musculação e aulas (spinning, circuito funcional). Fiquei até meio triste por não ter usufruído do local (não levei roupa de malhar).

Aula de tiro!
A copa para bebês é muito boa, com papinhas feitas no resort e também papinhas Nestlé disponíveis todo o tempo. Só entrar e pegar. Além de comida salgada, tem também frutas frescas, alguns tipos de leite, biscoitos e farináceos.

Foi assim. Os resorts têm perfis bem diferentes. Com certeza, digo que, para quem quer praia e sossego, o Tivoli é melhor. Pra quem quer farra, gente, se embriagar, comer muito, gastar menos, o Iberostar é mais indicado.

Lia curtindo o décimo voo da vida.

Beijocas. Vanessa.

Um comentário:

  1. Oi Vanessa, estou programando uma viagem pra praia do Forte em alguns meses e achei o seu blog pq estava exatamente com essa dúvida dos resorts. Eu já tinha pesquisado sobre os dois mas os seus comentários dos detalhezinhos ( coisa de mulher...kkk)e sua impressão pessoal dos dois lugares me ajudaram a tomar a decisão! Fiquei fã do blog! Abraços, Juliana

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