domingo, 12 de outubro de 2014

El Negro

Pessoas, 

depois de passar algumas boas horas produzindo a ViVa, nossa cerveja caseira, na casa da sogra, foi quase irresistível não fazer um pit stop no novo El Negro, na QI 17 do Lago Sul, que fica entre a casa dela e a nossa.

Éramos três e não tínhamos muita fome. A idéia era petiscar e bater papo. E assim fizemos.

O ambiente é lindo! Confortável, chique, mas não opressor. Estávamos todos fuleiros, amassados e provavelmente com a cara brilhante (pense o estado da pessoa depois de umas 6 horas dentre panelas de 35 litros, ora fervendo coisas, vaporzão na cara, ora lavando as panelinhas com mangueira, naquele calor de sábado, etc e tal), e fomos super bem tratados.

Pra beber, vinho :-) Porque, cerveja, já tinha dado. A gente já tinha experimentado toda a linha da Tupiniquim, além de uma Belgian Blond com côco caseira recusada pela Eisenbahn (mandaram malzão!) e poucas München, da Dama Bier. 




Para comer, pedimos a Provoleta Parrillera, que é provolone na parrilla com orégano, por R$ 25,90, Los 3 Amigos (já que éramos 3, rá!), três linguiças (tradicional, frango e cordeiro), por R$ 43,00, e Farofa de Ovos (óbvio, eu não concebo a idéia de ir nessas casas de carnes e não pedir farofa de ovo), por R$ 19,00.





Essa cestinha de pães acompanhou não sei qual dos pratos.

Pimentas da casa. Eles vendem! Aliás, vendem bastante coisas, até facas.

Olha, tava tudo delicinha demais!!! Tudo bem feito, bem apresentado, servido em tempo bem razoável. Gostei bastante das linguiças de frango e cordeiro. A de cordeiro é forte, marca presença. A tradicional, suína, não chamou minha atenção, mas também não sou fã de porco.

Não foi uma refeição leve, apesar de pouca em quantidade, mas poderia ter sido. O cardápio da casa tem coisas interessantes, como risoto de quinoa, chia e cevadinha, por R$ 34,00, e salada de quinoa, que não sei o preço. Devemos voltar, fica numa das nossa rotas mais frequentes e há opções para todas as dietas.

Pra finalizar, um vinhozinho do porto e um crepe de doce de leite, ao rum, com sorvete de creme e calda de café. Muito boa, fez sucesso entre os meninos e a menina! E a apresentação também foi especial, com fogos e tudo mais.




Não sei o preço do vinho tinto, do vinho do porto (sei que só tem uma opção) e nem da sobremesa. Não tirei foto dessa parte do cardápio e nem peguei Nota Legal, porque, no final, fomos saindo em meio a muitas confissões, revelações e compartilhamentos do que o futuro nos reserva. Eu acho que só vem coisas boas por aí :-)

O atendimento foi top! Super educado e prestativo. A conta bateu em R$ 250,00.

O El Negro do Lago Sul fica no comércio da QI 17, ao lado do Taypá, onde era o Ares do Brasil.

Beijocas. Vanessa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Limoncello

Pessoas,

dia desses fui almoçar com umas amigas no Limoncello, um restaurante italiano que nem é mais novo na cidade. Não fui eu quem escolhi o local do almoço,  já tinha ouvido falar bem e já tinha ouvido falar mal. Achei boa a oportunidade para ver de perto o que eu achava.

De cara, o restaurante é bonito! A decoração das paredes, as mesas e cadeiras são bem charmosas. Não gostei dos pratos e porcelanas em geral. Achei que destoaram completamente do restante da decoração. Mas, tudo bem. Não é isso que faria com que eu deixasse de voltar lá.

Logo que sentamos, acompanhei as meninas e pedimos um suco de tangerina. Segundo alguma delas, o suco era famoso.

É bem gostoso mesmo, e nem precisa de açúcar. Vem servido numa jarrinha e daria pra dividir. Acho inclusive, que a casa deveria avisar isso para os clientes. Eu mesma não bebo suco como se fosse vinho. Pedimos 4 sucos e era suco pra uma vida inteira! Não lembro o preço, mas não era barato, não. Algo entre R$ 10,00 e R$ 15,00.



No dia em que fomos, estava rolando em Brasília um evento de gastronomia sustentável. Eu ando tão por fora dessas paradas que nem sabia! Descobri lá (as meninas sabiam e não me falaram porque sabem da minha aversão a esses festivais gastronômicos). Custava R$ 49,90 e era composto por creme de alho-poró como entrada, filé recheado com parma e parmesão, com penne al burro e sálvia e tomate assado recheado e carpaccio de abacaxi.

Como a casa também serve o menu executivo no almoço, por preços que variam de R$39 a R$59 com entrada, prato principal e sobremesa, com outras opções que me agradaram mais, fui de executivo. Mas, como a sobremesa do executivo era pudim de leite ou creme de nozes, as 3 amigas pediram para trocar a sobremesa do menu sustentável com a do menu executivo, e eu pedi pra trocar a minha pelo do menu sustentável.  

E nessa hora o atendimento se firmou como muito bom. Um monte de mulher falando e dois garçons atenciosos dando conta das trocas e cuidados com a dieta de cada uma delas. Ponto pra eles.

Daí, eu fui de salada verde, medalhão de filé ao molho de queijo e bolinho de batata doce e carpaccio de abacaxi, por R$ 59,00. As amigas foram com o menu sustentável e creme de nozes.

Gostei bastante da comida. Saborosa, o tempo de preparo foi curto, as porções com tamanho que satisfazem bastante. 

Saladinha saborosa e gostosa, daquelas que dá vontade de comer um pratão .

Filé macio, ao ponto pra mal, e bolinhos de batata doce fantásticos!

Não era bem o que eu esperava..... Mas comi as beiradas dos abacaxis :-)
A minha única consideração com relação à comida é que deveria ter sido explicado que o carpaccio de abacaxi era com sorvete e açúcar maçaricado. Eu optei por ele porque queria algo leve e simples, e se fosse pra enfiar o pé na jaca, teria ido de pudim ou creme de nozes. 

Bizarro alguém reclamar disso, eu sei, e talvez por isso tenho saído tão pouco pra comer, mas eu realmente tenho preferido comida simples, leve, gostosa (e barata).

O menu sustentável também agradou demais as meninas!

Creme de alho poró

filé recheado com parma e parmesão, com penne al burro e sálvia e tomate assado recheado

Creme Brulee
No fim, o saldo foi positivo. Gostei e recomendo. Foi um almoço bem agradável. 

Não é barato. Comida, suco, 10% e manobreiro, e a conta foi em torno de R$ 85,00 por pessoa, o que, convenhamos, não é barato, ainda mais em casos de almoço com menu executivo ou com preço fixo. Não tá fácil. 

Endereço: CLS 402 Bloco A Loja 33
Telefone: 3326-3208
Horários: Segunda a Quinta - 12h às 15h e de 19h às 23h
Sexta e Sábado - 12h às 17h e de 19h às 01h
Domingo: 12h às 16h

Beijocas. Vanessa.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Tóquio - Parte 1 - Abril/2014

Pessoas,

Tóquio foi a terceira cidade no Japão onde firmamos base. Passamos 6 noites por lá. Desses,  passamos apenas 2 dias fora da cidade. Em um deles, fomos a Kamakura, e no outro fomos ao Fuji-Q Highland, um parque de diversões construído aos pés do Monte Fuji.

Mas poderíamos ter passados os 6 dias somente em Tóquio. Ou 7. Ou 8. Ou o mês inteirinho. E, se pudesse, sem dormir. Todo dia, indo em direção do hotel, batia uma tristeza danada: tanta coisa rolando e o corpo pedindo descanso. Mundo injusto!

Tóquio é incrivelmente legal. O conjunto formado pela cidade e pelas pessoas dali a tornam um dos lugares mais interessantes que já estivemos. Ela tem aquela cara de grande metrópole, e é, mas é extremamente limpa e organizada. Mas é limpa de verdade mesmo. Como Osaka, parece cidade cenográfica. Ou parque da Disney.

Andar pelas ruas observando pessoas, as ruas largas, as ruas estreitas, as luzes todas, japoneses com roupas tradicionais, japoneses com roupas muito doidas, os cruzamentos gigantes com centenas de japoneses parecidos atravessando as ruas, prédios altos e coloridos, prédios baixos e discretos é um programão incansável.

Dá pra acreditar que isso essa foto foi tirada Tóquio?

E, com tudo isso, Tóquio ainda consegue ser silenciosa. Impressionante. Com aquele tanto de gente, o lugar é uma paz. Nem os carros fazem barulho. Tudo funciona perfeitamente em silêncio.

Ficamos hospedados no hotel APA Hotel Kodeumacho-ekimae. APA é um rede de hotéis comuns pelo Japão. Fiz a reserva pelo booking.com e o escolhi considerando preço e localização. Lembram que decidimos viajar 2 meses antes, e como era época da Sakura, já não estava fácil achar hospedagem.

O hotel é bem localizado, perto de metrô/trens e mercados. Custou R$ 1.600,00 as 6 noites sem café da manhã.  Problema: o tamanho do quarto. Acho que nunca mais nessa vida ficaremos num quarto menor porque não é possível que exista! Apesar de novinho e da cama gostosa, era desconfortável se locomover no quarto, porque não havia espaço para as malas, que ficaram ocupando os lugares de transitar.

O banheiro também era minúsculo, mas funcional, com todas as amenidades que a gente admira, como shampoo, condicionador, escova de dente, pasta, sabonetes, etc. E também com aquilo que eu achava essencial: assento aquecido :-)


Essa foto foi tirada da porta do quarto. Vejam que não tem bancada nem para apoiar as malas. 

Foto tirada do fundo do quarto. 

Banheiro minúsculo.

Controle do vaso sanitário fixado na parede de frente.

Café em saquinho tipo chá. Japas danados!
O hotel oferece um café da manhã tipo buffet por uns $15 (eu acho). Não gostamos. Caro demais para a qualidade da comida oferecida, ainda mais com tantos mercadinhos (ou mesmo nas estações de metrô e trens) cheios de opção pela vizinhança.

Shibuya

Um dos lugares obrigatórios em Tóquio é o bairro de Shibuya: lotado e colorido. Shibuya é a representação daquilo que vem a nossa cabeça quando pensamos em Tóquio: muita gente e muitas cores. Sejam cores das luzes, sejam das fantasias utilizadas pelos vendedores que tentam chamar a atenção para seu comércio. Não deixem de ir lá a noite. De dia também é legal, mas perde bastante da graça pela ausência das luzes.



É em Shibuya que está o maior cruzamento do mundo, segundo dizem. São 8 semáforos que fecham e abrem ao mesmo tempo, fazendo com que centenas de pessoas atravessem as ruas na mesma hora. Nesse cruzamento há câmaras fixas das TVs japonesas e é ali que eles captam imagens de comemorações esportivas ou de outros eventos importantes.



Em Shibuya também tem MUITO comércio e entretenimento. Reserve horas andar e observar lojas e pessoas. São milhares de restaurantes, bares, pubs, karaoks, boates, lojas de roupas, sapatos, cosméticos,  eletrônicos, instrumentos de música (lojas gigaaantes com vários andares e preço muito bom!), videogames (inclusive jogos antigos que aparelhos que não são mais vendidos). Um deleite para os fãs de Super Nitendo, Mega Drive e afins.


Na praça em frente à estação de trem e metrô de Shibuya está a estátua do Hachiko, o cão cujo dono morreu e depois disso ele ia até a estação esperá-lo voltar. O filme "Sempre ao seu lado", com Richard Gere, é baseado na história desse cão e o animal está empalhado no Museu Nacional da Ciência do Japão em Ueno, Tóquio.


Foto em estilo japonês, com V :-)



Shinjuku é o bairro onde se concentra a parte financeira e administrativa de Tóquio. Ótimo para bater perna e admirar os edifícios lindos e altos.








O Tokyo Metropolitan Goverment Building, de 48 andares e onde funciona a prefeitura de Toquio, fica em Shinjuku e possui, no 45º andar, um observatório com uma bela vista da cidade. Funciona até tarde, até 22 horas em alguns dias (verifique o horário de funcionamento), e tentem ir de dia e de noite, porque as duas vistas são maravilhosas! E é de graça. Aliás, essa vista já foi considerada pela revista Lonely Planet como umas das melhores atrações gratuitas do mundo. Lá em cima tem café, loja de suvenir e um restaurante caro, mas com a vista espetacular. Convém reservar.







Um lugar interessante em Shinjuku é a área chamada Omoide Yokocho, São pequenas vielas com vários restaurante minúsculos, boa parte deles localizados abaixo da linha de trem (a noroeste da estação Shinjuku), baratos e toscos. Mas lotados! Cheio de japoneses engravatados. Ninguém falou, mas com certeza é o local onde rola os happy hour da galera que trabalha por ali.  A gente caiu nela ao sair do prédio Tokyo Metropolitan Goverment. O local também é chamado de Piss Alley ou Memory Lane. No App de Tokyo do Tripadvisor (gratuito!) tem.


Rua nas redondezas da Omoide Yokocho. Reparem que ficam embaixo da linha de trem.

Omoide Yokocho
Harajuku

Esse é o local para quem quer ver japoneses extremamente produzidos! Em Harajuku concentra-se uma boa variedade de lojas de roupas e acessórios extravagantes e de personagens de todo tipo. A área divertida fica logo na saída da estação de trem Harajuku (localizada entre a Shinjuku e Shibuya, na Yamonite Line), que dá na rua Takeshita, cheia de lojas "diferentes" e também bastante úteis, como uma de tudo por 100 yenes (1 dólar), e é verdade! Nada custa mais de ¥100 e tem tudo quanto é coisa que você pensar. Em Harajuku, fica uma das maiores que fomos, de 3 andares. Uma loucura!


Amei essa loja: Wonder Rocket.
Além de extravagâncias, Harajuku também tem moda clássica e cara. Todas essas lojas de preços surreais (bem divulgadas pela chata da Carrie, de Sex and the City) estão por lá. Ficam concentradas na rua Omotesando, conhecida como a Champs Elysees de Tóquio.

Todo mundo indica visitar Harajuku no domingo a tarde, que é quando a juventude extremamente produzida (ou fantasiada?) invade as ruas do local e o pra onde você olhar, haverá diversão. Eu não indico. Cheio demais da conta!!!!!!! E de muita gente normal, conhecidos por lá como turistas :) Segundo o Vinicius, tava igual a 25 de março. 


Entrada para a rua Takeshita


Procure ir no sábado, ou qualquer outro dia. O local é tão doidão que com certeza todo dia tem gente diferente por lá. Os próprios vendedores das lojas já são uma atração. Tipo Camden Town, em Londres. 








Em Harajuku tem também um dos locais mais famosos para se comer gyoza. É chamado de Gyoza de Harajuku, é tosco, pequeno, lotado (fila seeempre!), não tem cara de limpo, mas fantástico. E barato! A porção de gyosa custa ¥290 (menos de $3). Servem também pepino com pasta de soja que é espetacular. No App do TripAdvisor de Tóquio tem a referência e localização (procure por Harajuku Gyozaro - no ranking, ele é o 45 de 45.514 restaurantes de Tóquio (viu como é foda?) ou acesse aqui para ver direitinho a localização). 






A cara do restaurante de gyoza em Harajuku por fora. Foto emprestada do site timeout.jp


Akihabara

Para comprar eletrônicos, Akihabara. Muitas lojas, muitas luzes, muita gente. Tem lojas decentes e lojas bem vagabundas, que te deixam na dúvida se os produtos são originais. A noite, claro, é muito mais legal por conta das luzes. Sobre os preços, não impressionam. Tem variedade e pode ser uma boa oportunidade para compras, se tiver precisando.

Vendedora chamando a atenção para uma loja. Os japoneses nao decepcionam nunca.




Tsukishi Fish Market

O mercado de peixes do Japão fica na área central de Tóquio e legal de ser visitado, apesar de não terem a mínima estrutura para turistas. O mercado é estruturado para os fornecedores organizarem todo o pescado que chega e repassá-lo ao comerciante ou a algum local que prefira comprar diretamente ali. Ninguém me disse isso, mas é a nítida impressão que tenho. Há poucos lugares que vendem frutos do mar em pequenas porções. Não há espaço para o turista transitar. Andamos pela borda dos estandes, no chão molhado (por causa do gelo derretido) e toda hora levando buzinada dos carrinhos de transporte de mercadorias. A maioria dos fornecedores não tem paciência com turista e a área onde fica o mercado é suja. Ninguém contava com turista ali não.




Fora essas desvantagens, é incrível a variedade de frutos do mar que se pode ver por lá. Coisas inimagináveis e pedaços de atum gigantes. Dá pra acreditar que seja boi! Mesmo não sendo feito para turistas, claro que há visitada guiada paga (no Google dá pra encontrar agências que fazem). Acho que vale a pena. Senti falta de explicações sobre aquelas coisas coloridas e brilhosas. Ah, e o mercado não fede. Nem um pouquinho zinho!














Atum!


Nas redondezas do mercado, há vários pequenos restaurantes voltados para turistas. Contradição. Ouvi dizer que por lá seja um bom local para provar o Fugu, peixe venenoso que só pode ser servido por chef credenciado pelo governo, porque é necessário saber tirar o fígado do peixo sem contaminar a carne. O Imperador do Japão é proibido de comê-lo, para sua própria segurança. Não encontrei por lá (também não procurei). O peixe, não o Imperador.



Aquela história de levantar de madrugada pra chegar no mercado às 4 da matina para assistir o leilão de atum parece que não vale mais a pena. Li em vários sites que o turistas não é mais bem aceito no leilão e inclusive estão sendo barrados. Além disso, para chegar lá de madrugada, é recomendado pegar um táxi (já que nessa hora não tem transporte público funcionando e a pé pode não ser seguro) o que custa uma fortuna.

Fiquei um pouco chocada com a região do centro onde fica o mercado Tsukishi: é suja! Único lugar sujo que vi no Japão, com gente jogando toco de cigarro no chão....Era tão diferente do resto do país que virou atração turística pra mim.

Sobre Tóquio, por enquanto, é isso. Vou postar sobre o restante das coisas em outro post. Ou em outros dois.

Beijocas. Vanessa.