domingo, 7 de julho de 2013

Lima - restaurantes (parte 2 - Astrid Y Gastón, Luchitta, Tanta e Songoro)

Pessoas,

vamos a segunda parte dos registros dos restaurantes de Lima. Alguns preços estão em dólares americanos, porque tive que verificar a conta na fatura do cartão.

Astrid Y Gastón: o mais falado de todos os restaurantes de Lima merece aplausos. Foi uma grande noite. Eu ainda sinto mais saudade e amor do La Mar, mas um restaurante desse nível cuja conta com 1 água, um vinho, duas entradas, dois principais, a melhor sobremesa de todos os tempos, dois cafés saia por S./ 418 (R$ 338,00) é de impressionar (pense em qualquer restaurante bom em Brasília. É daí para mais). Assim como no Central, optamos pedir a la carne ao invés de conhecer o menu degustação da casa, que tem 17 passos e custa S./ 345 (R$ 279,50) por pessoa. Desistimos porque, pessoas, 17 passos, inevitavelmente, é comida para toda uma vida! Não queríamos aquela sensação de conseguir andar depois da janta. E o la carte te dá a possibilidade de explorar o cardápio conforme sua conveniência. Não me arrependi da escolha, mas confesso que fiquei MUITO curiosa com o menu degustação. Curiando algumas mesas ao lado, vimos chegar uma coisa que era literalmente um ninho e os comensais iam catando algo lá de dentro. Mais tarde, o garçom vem vindo com uma caixa com gelo seco, cuja fumaça ia deixando um desenho do lastro dele pelo salão. Daí, parava na borda da mesa, abria a caixa para os comensais e eles recolhiam algo lá de dentro (acho que picolé e já era parte da sobremesa). Não é só a comida, é todo um show, que me pareceu muito bem adequado ao nome do menu: El Viaje. Quem optava pelo menu degustação ainda ia embora com uma lembrança que continha um livreto muito chique sobre o restaurante. Achei bem interessante. Nossas escolhas:

Boas vindas da casa: cesta de pães e manteiga fantásticos e essa folha de arroz toda trabalhada e enfeita sobre uma pedra. Criatividade é isso aí! Não cobrados. O vinho peruano escolhido foi o Tabernero Gran Tinto Fina Reserva Malbec Merlot, o mais barato da carta, S,/ 100 (R$ 81,03), não era assim muito bom, mas fomos descobrindo que nenhum vinho peruano é.

Entradas: Cuy Pekines (pele laqueada, carne confitada, crepes de maiz morado e molho de chifa, por S./ 59 (R$ 47,81) e Três Ceviches, também por S./ 59 (R$ 47,81). Pedimos o prato de cima sem saber o que era cuy (essas 4 tirinhas com cara de gordura). Depois de provar e sentir gosto de porco, perguntamos ao garçom. Resposta: porquinho-da-índia. EITA!!! Ainda bem que não sabia, senão jamais pediria :-) Tem gosto de porco e só.

Principais: acima à esquerda, "entre costillas dse res em seco", com molho, cenoura, ervilhas, tutano e batatas nativs, por S;/ 68 (R$ 55,10); abaixo, lomo salteado tradicional (filet em pedaços, com molho da própria carne, com cebolas, pimentões e batatas fritas, que me conquistou pela discrição "tradicón en toda la vida. sin más palavras", por S;/ 68 (R$ 55,10). Veio acompanhado de uma panelinha de arroz com milho.

Acima, a melhor sobremesa de todos os tempos! La esfera sensible, S./ 28 (R$ 22.68), é uma bola de chocolate recheada por dentro com compota de framboesa, sorvete de lúcuma e espuma de creme brulée. A  bola é com chocolate endurecido, mas o garçom vai jogando chocolate quente e ela vai derretendo. Olha, inesquecível! Dessas que você se lembra a viagem todinha. A caixinha de gavetas abaixo é o mimo que vem com a conta! Em cada gavetinha, dois docinhos maravilhosos, tipo trufas, macarrons, marmelada. Assim que a gente se apaixona.

Luchita: almoçamos por lá no dia do tour privado que fizemos em Lima com a Lima Mentor. Fica no bairro de Chorrilos e em um casarão impressionante. Com certeza foi de gente muito importante no passado, porque tem teto com afrescos, chão de madeira, portas grandes. Quase em palácio. Não sei nada dos preços, mas a comida estava bem gostosa. Vale a pena se estiver pela região.


Milho de couvert, ceviche misto, com camote e milho cozido de entrada para mim (muito bom!) e, de principal, peixe grelhado com alho, com arroz e mandioca frita (ok). 

Prato principal do Vinicius nas duas fotos acima: Tacu-tacu de peixe (tacu tacu é muito tradicional no peru e é quase um mexidão de arroz, feijão, ovos e temperos); a guia que estava conosco pediu um peixe salteado (peixe em pedaços com molho e batata frita). Para sobremesa, essa tortelete de doce de leite. 

Tanta: o Tanta é um dos restaurantes que levam o nome do Gastón Acurio. A nossa ida foi rápida, depois do tour de dia inteiro em Lima, já cansados e numa noite bastante fria. Fomos na unidade de Miraflores. Eu não tirei foto do cardápio, nem da conta, então não tenho detalhes :-( Comemos dois pratos principais, uma taça de vinho e um pisco sour. A conta deu $ 39,11 (R$ 88, 45).

Prato de cima, tacu tacu a lo pobre, e abaixo spaghetti com pesto. Bons!

Sóngoro Cosongo: esse foi o restaurante que caimos quando o estávamos batendo perna uma noite em Barranco. Antes dele, tentamos o Tio Mário, bem na frente, cheio e famosinho. Mas o forte da casa é carne. Daí, o Tripadvisor deu a dica do Sóngoro, a gente curtiu a cara e a chamada dele: "comida peruana hecha em casa". Era um local bem caseiro mesmo, com cara de comida boa e simples. E assim foi. A família proprietária do restaurante é quem te atende. A conta com 1 pisco sour, uma taça de vinho (ruim!), um ceviche e uma causa de frango saiu por $27,03 (R$ 61,13).

Ceviche S./ 29 (R$ 23,00) e Causa de frango por S./ 14 (R$ 11,35). Muito gostosos.

E assim foi.

Estão perdidos nos posts de Lima? Para hotel e passeios, clique aqui. Para o outro post também sobre restaurantes, aqui.

Beijocas. Vanessa.

3 comentários:

  1. Alguém sabe onde consigo a receita do tacu tacu de peixe do Dona Luchita???
    To morrendo de vontade de comer de novo e quero aprender a fazer!

    Paula

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  2. Alguém sabe a receita do Tacu-tacu de peixe do Dona Luchita? Foi a melhor comida da minha viagem e estou morrendo de vontade de comer de novo.... quero aprender a fazer também!
    Help! hahaahahaha

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    1. Paula, dá uma olhadinha na google...quem sabe?
      bjo.

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